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terça, 07 de abril de 2009

Design de Jogos Eletrônicos

Desenvolver um jogo não é criar uma história. Isso não significa que um jogo não precise de uma, embora muitos jogos excelentes não possuam histórias nem personagens. Design de jogos é ação. Não necessariamente ação como em um jogo de corridas. Jogos de estratégia podem ser bem demorados, por exemplo. Independente do tempo levado, um jogo envolve a mudança de estado causada no mesmo pelo jogador, que observa os resultados da mudança e decide o que fazer em seguida.

Muitas perguntas podem ser feitas a respeito do que é importante no momento em que se desenvolve um jogo. “Quais são os personagens?” ou “Qual a história?”. De todas as perguntas, entretanto, a princilal é “O que o jogador faz?”.

Sabendo responder a esta pergunta o designer de jogos pode elaborar uma lista de ações possíveis pelo jogador. Com estas ações ele pode definir como o dispositivo onde o jogo irá ser executado colaborará para que as mesmas aconteçam. No caso de um jogo para celular, sabendo que ações o jogador poderá realizar, o designer deverá definir quais teclas poderão ser utilizadas para cada ação e como a interface do próprio aparelho celular deverá reagir as mesmas.

Um processo de criação comum é listar todas as ações do jogador em um papel. Tendo as ações listadas, se forem muitas, dependendo do dispositivo alvo da aplicação o jogo pode ser inviável. É preciso equilibrar os “verbos do jogador” com a capacidade do equipamento. Um jogo para ser divertido precisa ser equilibrado em todos os sentidos.

Um exemplo de uma lista de ações é a do jogo “Quake”, famoso jogo de tiro em primeira pessoa para computador. Suas ações são: recarregar arma, atirar, andar para esquerda, andar para direita, andar para trás, andar para frente e escolher arma.

O designer de jogos é responsável pela criação de todos os algorítimos do jogo e pela definição da internface. Os algorítimos podem ser fórmulas, como em jogos de aventura, onde a soma dos pontos de vida de um guerreiro e seus pontos de constituição física resultam na sua estamina, ou capacidade de resistência, por exemplo. A interface do jogo podem ser ferramentas exibidas em uma barra específica ou até mesmo cenários, com indicações para a resolução de quebra-cabeças.

Como analisado no item 4.4, um jogo precisa atender a uma série de pré-requisitos para que seja considerado como tal. O desenvolvedor de jogos é o responsável por criar todas especificações que representem os objetivos propostos do jogo e que resultem na confecção do mesmo. O principal artefato gerado por um designer de jogos é o Documento de Design de Jogo. Neste documento devem ser descritas todas as fórmulas e algoritimos do jogo, assim como as ações do jogador e a inteligência artificial dos adversários. Toda a contextualização deve ser feita, como a descrição do universo, personagens, cenários e ambientes.

A metodologia para a criação do documento de design do jogo pode variar de profissional para profissional e de empresa para empresa. Tudo depende do tipo de jogo a ser desenvolvido, da experiência da equipe e da experiência do designer de jogos. No item 4.4.3 será apresentada uma metodologia de desenvolvimento de jogos desenvolvida por um dos autores referenciados nesta parte do trabalho em conjunto com outros acadêmicos.

Independente da metogolodia de design e criação de um jogo, um designer precisa ter em mente as restrições dos equipamentos para os quais desenvolve. Jogos são criados para o mundo real, embora muitas vezes lidem com fantasias e sonhos. Criar jogos que possam ser adaptados a um maior número de dispositivos móveis, consoles e computadores possíveis é o que todo designer deve ter em mente. Para tanto, é preciso conhecer a capacidade de cada tecnologia para criar jogos flexíveis e portáveis, principalmente no segmento de jogos casuais.

O tamanho da aplicação, o formato da tela dos dispositivos, a capacidade necessária para execução do jogo, memória disponível nos aparelhos, interface do dispositivo móvel e ainda outras questões devem ser endereçadas pelo designer de jogos a respeito das restrições as quais seu jogo deverá ser submetido.

Jogos casuais, assim como outros, podem ser para um jogador (solo) ou para vários jogadores (multi-jogador). Existem diferentes técnicas para a criação de cada um destes estilos, embora muitas questões básicas sejam aplicadas em ambos. Em um jogo solo o inimigo ou principal obstáculo proposto é encarnado pela própria inteligência artificial do jogo. Em jogos para diversos jogadores, geralmente o adversário são outros jogadores. Isso não significa que não existam jogos colaborativos, onde todos devem jogar juntos para atingir um objetivo em comum.

Referências Bibliográficas

Nokia, Designing Single-Player Mobile Games. Forum Nokia, 2003. Disponível em . Acesso em: 7 de fevereiro de 2009.

Nokia, Designing Multi-Player Mobile Games. Forum Nokia, 2003. Disponível em . Acesso em: 9 de fevereiro de 2009.

Postado por: Fred


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